quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Caminho #1

Há tanta coisa a aprender
que eu não sei ser eu
Há uma ausência de refúgio
que expões meus anseios
E eu não sei
até quando essa inerência
vai me acalmar
E o momento desperdiçado
, apenas sentindo o peso do tempo,
vai organizar minhas ideias
Tantas delas sufocam
Encontram refúgio para me atormentar
Mas eu sei
, que de alguma forma torta,
o que conheço vai me guiar
a novos horizontes
Mesmo que não queria ir

terça-feira, 26 de novembro de 2013

A-JU

Fico assustado com essa solidão
Há um tempo atrás eu era um desenho seu
Hoje o relógio da cozinha me dá a impressão de ouvir seus passos
Eu tinha conversas sobre tinta e nudez
Sobre fotos e palhaços
E hoje discuto o futuro feito algum advogado
E eu mal sei das leis que me regem e que regem o mundo
Eu sei que parece um caminho esquisito
Mas é só algo sem volta
É como o desenho que entreguei
Vai embora
E nessa vida que constantemente passa
Eu queria viver como você
A você
E sentir o cheiro, os tons e os gostos do final de semana
Os rabiscos após um filme dramático qualquer
O seu abraço
Seus desenhos escondidos
E de imaginar tanto eu me prendo nesse caminho solitário
Quem sabe um barco ou avião me leve de volta ao passado

sábado, 26 de outubro de 2013

Olhar simples

Um simples rabisco da vida se transforma em sensações
Como as árvores que se vê no decorrer da estrada, quando quer se encontrar na natureza
Como o colorido do céu que admira-se quando queremos ser mais
Como as páginas de um caderno, quando enxerga-se um infinito de possibilidades para preenchê-las
E a cada gesto que nos provê direção e a cada pensamento que nos acrescenta sentido
Cria-se a teia de nossos dias e nos extende como se a alma fosse abraçar o que há de bonito e duvidosos
Não há explicação para esses pequenos afetos que cultivamos, para a observação simples de um momento
Mas há contudo o próprio gesto e momento, que existindo, nos transformam rotineiramente

"Na rotina dos dias, eu bateria em sua porta oferecendo meu abraço"

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Convívio

Conviver é saber equilibrar a balança do que é insuportável e agradável
É estreitar os limites e aproximar-se do reino de cada um
Mas é, sobretudo, ter consciência de si para compreender o outro, mesmo que de uma forma patética
É acrescentar desejos e sonhos vãos, gostos e medidas imensuráveis
É permitir-se no sentido mais lírico ao vil
É compreender que se convive devido ao partilhar tanto de palavras quanto de tempo
E ao sentir dor não saber se é o término ou uma continuação mais delicada disso
É por isso que sua beleza é valiosa, porque mostra-se nos pequenos momentos de paz e reflexão
Provocando mudanças, amores , separações
E transcendendo o fluxo social

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Tristeza de novela

Eu só chorei perante a catástrofe humana
a decadência do egoísmo crédulo
a fome das crianças
ao abondono do que há de melhor e não se deve vender
a solidão dos idosos
a miséria do capital
ao grande insucesso social
E não consegui achar abrigo na ternura
Verdade no sorriso
Tentei gritar para acordar o mundo inteiro
Mas acabei dormindo abraçada com a hipocrisia
por estar cansada de tanto chorar

Mensagem no papel

Por que você não volta para cá?
Como se andasse por um caminho diferente para chegar em casa
Porquê você näo vem me visitar?
Como se pedalasse sua bicicleta até a minha rua
Porquê você não vem me beijar?
Como se todas as portas estivessem trancadas e nós dentro
É porque não consigo afastar sua cor dos meus dias, tuas músicas das conversas, a chuva do seu corpo
Seria mais fácil, então, se você fizesse casa aqui e morasse em mim. Do que eu passar os dias me perguntando o porquê de ser assim

domingo, 23 de junho de 2013

O novo, só eu posso dar-me
com toda coragem e serenidade
Então, florescerei antes do que esperava

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Cheia de alegria

És a lembrança do pássaro liberto da gaiola
das fitas que seguram as bailarinas para não cair
No dia em que me olhastes, parecia curar-me com seus olhos
E eu senti um arrepio que chegou até o fim da minha nuca,
mantendo-me imóvel
Era a sua benção chegando,
a paz que eu levaria em uma mala,
qual me acoponhou durante todos os dias
Não há sinônimo para desrespeito ou injúrias em nosso amor
O sol que queima e aquece
é formado pelo mesmo acaso que nos uniu
Eu quero que você nunca se esqueça de quando senti tuas mãos pela primeira vez