terça-feira, 17 de setembro de 2013

Convívio

Conviver é saber equilibrar a balança do que é insuportável e agradável
É estreitar os limites e aproximar-se do reino de cada um
Mas é, sobretudo, ter consciência de si para compreender o outro, mesmo que de uma forma patética
É acrescentar desejos e sonhos vãos, gostos e medidas imensuráveis
É permitir-se no sentido mais lírico ao vil
É compreender que se convive devido ao partilhar tanto de palavras quanto de tempo
E ao sentir dor não saber se é o término ou uma continuação mais delicada disso
É por isso que sua beleza é valiosa, porque mostra-se nos pequenos momentos de paz e reflexão
Provocando mudanças, amores , separações
E transcendendo o fluxo social

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Tristeza de novela

Eu só chorei perante a catástrofe humana
a decadência do egoísmo crédulo
a fome das crianças
ao abondono do que há de melhor e não se deve vender
a solidão dos idosos
a miséria do capital
ao grande insucesso social
E não consegui achar abrigo na ternura
Verdade no sorriso
Tentei gritar para acordar o mundo inteiro
Mas acabei dormindo abraçada com a hipocrisia
por estar cansada de tanto chorar

Mensagem no papel

Por que você não volta para cá?
Como se andasse por um caminho diferente para chegar em casa
Porquê você näo vem me visitar?
Como se pedalasse sua bicicleta até a minha rua
Porquê você não vem me beijar?
Como se todas as portas estivessem trancadas e nós dentro
É porque não consigo afastar sua cor dos meus dias, tuas músicas das conversas, a chuva do seu corpo
Seria mais fácil, então, se você fizesse casa aqui e morasse em mim. Do que eu passar os dias me perguntando o porquê de ser assim